domingo, 29 de novembro de 2009

RETRATOS

Os retratos da infância /
esquecidos ou apagados em desenhos na memória /
ficam para sempre mudos /
até que os olhos poeirem aqueles retratos /
iluminando-os com poeira /
para poder entrar com a luz dos olhos neles /
como uma minhoca escavando o solo /

( ou seriam os retratos que poeiram os olhos?!)

A consciência da infância fica quase toda dependurada nos retratos /
(não nas paredes /
- nas paredes ficavam os relógios cucos /
cuco cuco cuco trinava o pássaro a cada hora ) /

e embora em algumas consciências perdurem /
ao andar com a lembrança pelo ouvido do cuco cuco cuco /
e das paredes das casas das avós sempre viúvas /
outras memórias ficam mescladas com sonhos /
a ponto de não sabermos se foi sonhada ou realizada /
se houve o ato ou o fato /
se foi real ou se sabia a Freud no onírico ou a Jung nos arquétipos /
cujos seres parecem viverem em simbiose ontológica /
já que é impossível separar o mundo onírico do arquetípico /

Lembra-me uma memória infantil renitente e inesquecível /
de um cão enorme e negro sobre mim /
e eu quase a sufocar /
quando eu devia ser criança de quantos anos nem me recordo /
sei apenas que era pequeno e indefeso /
mas não sei do tamanho e nem quão indefeso era /
Esta é uma história sem tempo em mim /
e portanto talvez nem seja uma história /
porque além de não ter tempo em mim /
não deve ter tido tempo no mundo /
logo não é uma história /
ao menos na exatidão matemática que a vida nunca dá /
nem o cérebro ou a mente nem a matemática concreta /
parece-me que esse interlúdio entre a fantasia e a realidade /
carregue os germes de um argumento tíbio /
que ouse temerariamente enunciar /
como a demonstração da simbiose ontológica do onírico e arquetípico /
( Oh! quebrem-me as tíbias na cruz do intelecto! /
pterodáctilos da ciência e outras disciplinas afins do fim ) /

Quiçá esse suposto episódio tenha sido uma mixórdia /
entre o sonho e a realidade /
tendo o tempo de sonho invadido o tempo da realidade /
ou o sono ficado na fronteira limítrofe /
espaço meio vazio e penetrada de matéria escura da noite /
e matéria clara de ovo do dia /
algo entre o ser e a coisa /
entre o pensamento que constrói o ser /
que é a idealidade interior da mente /
e a metade da realidade ou mundo das coisas /
( o fenômeno é a faísca que liga realidade e idealidade ) /

A infância é um baú para poetas a la Mário Quintana /
uma consciência de esconde-esconde /
um brincar na poeira que ficou nos retratos /

Mas apenas nos retratos antigos /
onde se juntava muita poeira e descoloração para o amarelo ou cinza /
poeira de anjo no ser retratado /
que até deixava entrever no desenho a dedo na poeira
que o retratado traçejava num debuxo inconsciente /

e onde os anjos da guarda esquivos apareciam no tênue rascunho /
graças a poeira viandante e visível na luz /
que ainda não a varria com a vassoura da bruxa da luz /
que hoje deixam os anjos da guarda desempregados /
esquecidos até nas estatísticas econômicas /

Todavia as fotografias de hoje não deixam sequer um anjo surrealista decaído /
porquanto limpam toda a poeira com jatos de luz impiedosa /
que rasgaram a poesia no retrato /
queimaram o retrato na fogueira da inquisição da fotografia com câmara digital /
e incineraram com o fogo do inferno da luz com vassoura de bruxa /
os pobres anjos da guarda /
ingênuos e patéticos arlequins /


Poetas das próximas infâncias /
sentirão nostalgia é da luz ou uma possível inovação tecnológica /
que crie uma bruxa com vassoura que varra a fotografia atual /
e fiquemos somente com a nostalgia dos anjos dos artistas /
dos anjos da guarda roubados aos retratos por Salvador Dali /

que amalgamou todos no Anjo Surrealista /
traçados sobre a poeira dos velhos retratos /
desenhados e pintados com poeira e tintas oníricas e arquetípicas /
que o artista retirou das indústrias de silêncio montada em seus sonhos /

PARÊNTESE PARA UM POEMA DE MÁRIO QUINTANA :
Os antigos retratos de parede

Os antigos retratos de parede
Não conseguem ficar longo tempo abstratos.
Às vezes os seus olhos te fixam, obstinados
Porque eles nunca se desumanizaram de todo.
Jamais te voltas para trás de repente.
Não, não olhes agora!
O remédio é cantares cantigas loucas e sem fim...
Sem fim e sem sentido.
Dessas que a gente inventava para enganar a
Solidão dos caminhos sem lua.

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RETRATO DE SALVADOR DALÍ - RETRATO DE SALVADOR DALI
RETRATO DE PICASSO DE AMEDEO MODIGLIANI - RETRATO DE PICASSO

RETRATO DE PICASSO POR MODIGLIANI - RETRATO DE PICASSO POR MODIGLIANI
RETRATO DE PICASO - RETRATO DE PICASSO

RETRATO DE PICASSO - RETRATO DE PICASSO
INTERLÚDIO PARA UM POEMA E O RETRATO DA FAMÍLIA DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, UM POETA MAIOR :

meus pais ao centro

Retrato de Família
(Carlos Drummond de Andrade)

Este retrato de família
está um tanto empoeirado
Já não se vê no rosto do pai
quanto dinheiro ele ganhou.

Nas mãos dos tios não se percebem
as viagens que ambos fizeram.
A avó ficou lisa, amarela,
sem memórias da monarquia.

Os meninos, como estão mudados.
O rostos de Pedro é tranquilo,
usou os melhores sonhos.
E João não é mais mentiroso.

O jardim tornou-se fantástico.
As flores são placas cinzentas.
E a areia, sob pés extintos,
é um oceano de névoa.

No simicírculo de cadeiras
nota-se certo movimento.
As crianças trocam de lugar,
mas sem barulho: é um retrato.

Vinte anos é um grande tempo.
Modela qualquer imagem.
Se uma figuravai murchando,
outra, sorrindo, se propõe.

Esses estranhos assentados,
meus parentes? Não acredito.
São visitas se divertindo
numa sala que se abre pouco.

Ficaram traços da família
perdidos no jeito dos corpos.
Bastante para sugerir
que um corpo é cheio de surpresas.

A moldura deste retrato
em vão prende suas personagens.
Estão ali voluntariamente,
saberiam - se preciso - voar.

Poderiam sutilizar-se
no clao-escuro do salão,
ir morar no fundo de móveis
ou no bolso de velhos coletes.

A casa tem muitas gavetas
e papíes, escadas compridas.
Quem sabe a malícia das coisas,
quando a matéria se aborrece?

O retrato não me responde,
ele me fita e se contempla
nos meus olhos empoeirados.
E no cristal se multiplicam

os parentes mortos e vivos.
Já não distingo os que se foram
dos que restaram. Percebo apenas
a estranha idéia de família

viajando através da carne.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

EL DIABLO EN LAS CARTAS DE TAROT

El diablo que me mira la carta del Tarot
soy yo que estoy intercambiando miradassarcásticas en el espejo
riéndose de la comedia humana miserable
El diablo sentado en un trono
emperador del mundo
ya que las leyes están establecidas en las cartas del tarot

El diablo siempre Lucifer
siempre también en la sátira de la luz
el diablo en escritura griega
la sintaxis para el soldado de batalla
en el filósofo Luciano
Luciano de Samotracia
hombre sabio e cínico que se rió del mundo estúpido
de la mayoría que sigue el pastor con su personal
y la minoría que gobierna con el cetro de la ley
con el rey y el tonto en una dualidad indisoluble
como el matrimonio de los pobres
cuya disolución química en la ley
no es compatible con la economía
y está bailando su comedia
emn lo ritmo disoluto
a la moda de Manuel Bandeira

El diablo es sólo los ojos de Dios
viendo el mundo sentado en un trono
- mundo que es el cuerpo de un hombre que
riendo cínicamente de las enfermedades de los pobres diablos
así como Luciano de Samotracia
en la sátira contra malos e males

El diablo salido de las cartas del tarot
splamente viene a la vida
cuando el ojos chispa en su figura en el tarot
con ojos penetrantes en la luz libre
que no se deja ir a la manada
incluso cuando obligado por la ley y el rey
de estar en el centro de la manada
en el corral de alguna institución civil o penal

El diablo es el hombre con el puñal en el ojo
anelando ser libre para reír sin piedad
node los chistes de los tontos
cuya función principal es sacudir el vientre "libre" del rey glotón

La risa satírica de Mefistófeles
aquel iconoclasta
tem por objetivo destruir el concepto de la estupidez
dirigir el cuerpo sin cabeza del pueblo

Pero sólo unos pocos hombres justos
no son infectadas con la plaga de la septicemia
originária de la estupidez
- la estupidez, enfermedad endemica, epidemica
epidemia y endémia
sin ninguna vacuna

Jesús no salva el hombre
solamente quiere decir de el diablo en palabras
- palabras en que sólo se puede lamer el contexto
que cantaba en arameo
y luego se doblaron en los versos
antes del vertido en verso griego
para leer en un gregario latín
com que la Vulgata se ofrece a la gente de alma tola

Dios e el diablo no son dos seres
pero solamente uno :
Dios e el diablo están enunciados en la equación de Einstein
para materia e energía

O DIABO

O diabo que me olha da carta do Tarô
sou eu no espelho trocando olhares sarcásticos
treinando olhares zombeteiros
dirigidos à mísera comédia humana
O diabo sentado num trono
imperador do mundo
desde as leis dispostas nas cartas do tarô

O DIABO NO TAROT

O DIABO NO TAROT

O diabo sempre Lúcifer
sempre a luz também em sátiras
no demônio grego em forma escrita
em sintaxe para a batalha do soldado
do filósofo Luciano
Luciano de Samotrácia
o sábio que ria do mundo estúpido
da maioria que obedece ao pastor com o cajado
e a minoria que rege com o cetro da lei
com o rei e o bobo sendo uma santíssima dualidade indissolúvel
assim como o casamento dos pobres
cuja dissolução química na lei
não encontra respaldo na economia
e fica dançando sua comédia
em ritmo dissoluto
à moda de Manuel Bandeira
O DIABO DE GUSTAVE DORÉ
O demônio é apenas os olhos de Deus
vendo o mundo sentado num trono
que é o corpo de um homem
rindo cinicamente das mazelas dos pobres-diabos
tal qual Luciano de Samotrácia
em ímpias sátiras

SATANÁS POR GUSTAVE DORÉ
SATANÁS POR GUSTAVE DORÉ.

O diabo das cartas do tarô só ganha vida
quando riscam e acendem sua figura no tarô
os olhos afiados de luz do homem livre
aquele que não se deixou ir para o rebanho
nem mesmo quando o coagiram por lei e rei
a estar no meio da grei
no curral de alguma instituição penal ou civil
LÚCIFER : ÁNGEL DE LUZ

LÚCIFER : ÁNGEL DE LUZ
O diabo é o homem com a adaga nos olhos
aquele ser livre que ri impiedosamente
não das piadas dos papalvos
cuja função precípua é sacudir o ventre "livre" do glutão

BAPHOPMET Y LEVIATÃ
BEHEMOT E LEVIATÃ
O riso satírico de Mefisto
o iconoclasta
tem como fito destruir o conceito de estupidez
que dirige a massa acéfala
LEVIATÃ

LEVIATÃ

Mas somente raros varões virtuosos
não contaminados com a peste até a septicemia
podem se salvar da estupidez
endêmica epidêmica
sem vacina de demônio que a previna

SÚCUBO : LILIT OU LILITH

SÚCUBO : LILIT OU LILITH
Jesus não salva
apenas diz isso do diabo em palavras
nas quais somente podemos lamber o contexto
do que ele cantou em aramaico
e depois foi tangido em versículos
antes derramados em versos gregos
lidos de forma gregária
no latim que sobrou para a "vulgata" do povo

Deue e o diabo não são dois seres
porém um ser somente :
Deus e o diabo estao enunciados na equação de Einstein
para matéria e energia

ÍNCUBO
ÍNCUBO

RUSALKA
RUSALKA

BAPHOMET
BAPHOMET